As empresas se transformarão?
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As empresas se transformarão?

Uma empresa com valores virtuosos é uma empresa com dignidade, na qual as pessoas sentem orgulho de lá estar.

Muitas empresas jamais se transformarão em empresas de conhecimento e progressistas. Seus Líderes podem colocar a culpa na conjuntura econômica ou na concorrência, mas o grande impeditivo é a falta de valores virtuosos.

Muitos são os líderes que reclamam do mercado e de suas equipes, mas poucos são os que têm a humildade reflexiva de perceber que todo o problema é gerado por eles mesmos.

São centralizadores e querem que suas equipes tenham iniciativa. São duros com as pessoas e moles com os resultados, e querem que suas empresas cresçam e prosperem. “Caçam bruxas”, em vez de focarem em soluções. Não dizem para onde querem ir e quais seus objetivos, e querem que a equipe adivinhe e alcance resultados que sequer eles sabem quais são.

Não têm visão de futuro, mas querem que a equipe avance no caminho imaginário. Têm o controle de tudo e não abrem os números para ninguém, mas têm ataques de fúria quando a equipe não bate metas. Quais metas?

Não elogiam, pois, acreditam que se o fizerem, os colaboradores irão abusar e pedir aumento.

Não dão feedback sobre nada e querem que a equipe faça exatamente aquilo que eles pensam.

Seu humor é oscilante: nada está bem e querem que a equipe atenda feliz o cliente.

E por falar em cliente…eles não estão nem aí com o cliente, desde que ele pague e não peça nada, nem reclame de nada.

Peter Drucker já anunciava, em 1973, que o ativo mais importante das empresas são as pessoas. Compactuo dessa premissa e por muitos anos senti a solidão de falar e não ser escutada. Mas valeu a pena persistir e esperar o momento de florescer de cada um.

Há muitos anos, li um livro de Roberto Tranjan – Empresas de Corpo, Mente e Alma – e me identifiquei muito com todas as suas ideias. Desde então, venho acompanhando e lendo todos os seus livros, pois isso sempre me fez sentir que não estava só. Tive a grata satisfação de conhecê-lo pessoalmente por meio do curso que fiz denominado “Metanóia”, o qual consolidou todas as ideias que alimentei durante anos sobre gestão de pessoas. Se você chegou até aqui na leitura deste artigo, é porque também está aberto a mudanças. Portanto, conto com você para transformar nosso mercado em um “Jardim Supremo” e não em uma arena de guerra com recursos escassos e competição acirrada.

A essência da Empresa Progressista

Uma empresa com valores virtuosos é uma empresa com dignidade, na qual as pessoas sentem orgulho de lá estar. Todos podem e são capazes. Os valores abrem o coração, cedendo espaço para a verdade, a humildade, a bondade, a compaixão etc. A condição é a honestidade e a integridade de propósitos. Os valores formam a sustentação da empresa e criam uma empresa saudável e com acelerado desenvolvimento do conhecimento.

Colaboradores são comprometidos com a ideia de alcançar os objetivos. São focados no cliente. A busca é pela solução e não pelos culpados. Não diminui as pessoas, pois a integridade de cada um é preservada. A Liderança é direta e honesta. Compartilha informações e dá autonomia aos colaboradores. As pessoas são orientadas a agir e não a aguardar.

A Firma Econômica

É o ambiente onde falta a verdade. O dono da empresa não declara seus interesses. As pessoas trabalham e desconhecem quais os objetivos da empresa. As técnicas mais usadas são a manipulação (ato de tentar controlar as pessoas sem que elas percebam), a tirania e as “carícias de plástico”(“bate e assopra”). O empresário trabalha só pelo “lucro” e o empregado, pelo salário. É o tipo de empresa que reinou até final dos anos 90. Fechou o século com baixo nível de conhecimento para enfrentar o novo milênio. Estão quebrando aos poucos e nem percebem. São movidas por valores não virtuosos, como dinheiro, status, posição social, aparência externa e posses, criando um ambiente de possessividade, acúmulo de riquezas, egoísmo e ganância, trazendo como resultados a intriga, o conflito, a caça às bruxas, o conflito de interesses, a cobiça , a inveja e o foco no problema.

O contrato é patriarcal: um manda e os demais obedecem.  A relação de autoridade deve permanecer inquestionável, e se uma pessoa se recusa a obedecer será acusada de desleal. A diversidade de opiniões e a criatividade não são apreciadas e quem fala muito e manifesta suas opiniões é logo colocado de lado ou  demitida

O preço que a empresa paga pela ênfase na autoridade é a sensação de impotência que ela mesma cria com a consequência de que nenhum colaborador assume a responsabilidade por nada. O controle deve vir de cima. Colaboradores têm medo de desagradar, são dependentes.

A punição pelos erros é muito maior do que a recompensa pelas realizações. A desconfiança é a verdadeira crença.

Uma empresa será aquilo que as suas pessoas escolherem que ela seja!

Vamos transformar nossas empresas em “Empresas Progressistas”?

Conto com você!

 

Adaptado de Roberto Tranjan (Formação em Metanóia)

 

Marynês Pereira é Business & Career Coaching pela Sociedade Brasileira e palestrante certificada da DDI Development Dimensions International. É Diretora- Executiva da Provider Solutions desde 2003.  marynes@providersolutions.com.br www.providersolutions.com.br 

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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