Escolas de qualidade + aumento do acesso às academias = mais clientes treinando
Escolas de qualidade + aumento do acesso às academias = mais clientes treinando
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Escolas de qualidade + aumento do acesso às academias = mais clientes treinando

 

Embora a equação do título soe para muita gente de forma estranha, e esteja fazendo você se perguntar: -“O que ou como uma academia pode ter de relação com a escola?”

A resposta é: -“TOTAL”! E isto não é somente minha opinião.

Em uma entrevista para a revista Fitness Business, o empresário Alan Leach, proprietário da marca de academias West Wood (Irlanda), fez uma interessante relação do ensino com a prática de atividade física. Quando questionado sobre o porquê de o Brasil estar ocupando a segunda colocação no ranking mundial em números de academias e, ainda assim, ter uma taxa de clientes tão baixa frequentando essas empresas, Leach diz que, apesar de não ser um especialista no mercado brasileiro, uma das causas poderia ser o tipo de ensino nas escolas. O empresário diz: – “Há uma forte correlação entre os níveis de educação e a realização de atividade física”. Embora não seja especialista no mercado interno. Mas, essa também é a opinião de renomados especialistas que estudam e vivenciam a gestão do fitness no mercado interno.

No Evento, I Talk Show de gestão de academias promovido pelo Conselho Regional de Educação Física do Rio de janeiro- CREF1 no RJ. Evento que contou com a presença de gestores e diretores de algumas das mais renomadas academias do RJ, além de professores universitários e especialistas em gestão de academias. Todos foram unânimes em dizer que o incentivo à atividade física nas escolas está diretamente ligado à prática nas academias. Assim, fornecendo os futuros clientes em potencial destas empresas devido ao hábito adquirido na infância pela saúde e qualidade de vida através do esporte e da atividade física.

Desta forma, se não cultivarmos o hábito da prática de atividade física nas crianças em idade escolar, dificilmente teremos adultos ativos. Isso afetará diretamente os centros de fitness, pois esses “novos” adultos não terão o gosto pelo esporte e pela atividade física incluídos em seus hábitos de vida. Uma possível explicação para esse evento pode estar relacionado ao tempo de aula de Educação Física que os alunos praticam nas escolas.

Conceição, Valéria, Ferreira e Cristina (2007), em um estudo de caso sobre o tempo efetivo de aula de Educação Física em escolas públicas e privadas, verificaram um tempo médio de aula na escola Pública de 6 minutos e na particular de 8 minutos, corroborando com o estudo de Teixeira, 2004, onde essa autora afirma que o tempo efetivo de aula nas escolas é insuficiente para tornar a prática dos alunos efetiva.

GUEDES e GUEDES (2001) também enfatizam em seu estudo que os escolares também foram expostos à baixa exposição de esforços físicos. Os autores dizem que: -“Apesar dos programas de educação física escolar com ênfase à educação para saúde não se restringir unicamente ao desenvolvimento de ações direcionadas aos aspectos fisiológicos associados à prática de atividades físicas, evidências demonstram que o controle das características dos esforços físicos a que os escolares são submetidos nas aulas pode exercer significativa influência na aquisição e no cultivo dos hábitos do presente e do futuro de prática de atividade física”.

A Alemanha está em 19º lugar no ranking mundial de alfabetização, enquanto o Brasil ocupa a posição de 95º lugar. Analisando os índices de frequência em academias da Alemanha, 3º pais no ranking mundial de praticantes de atividades física, e analisando sua posição no ranking de alfabetização essa equação do título de fato pode ter sentido!

Fontes:
Revista Fitness Bussines – Set\Out 2013
Site Wikipédia- Acesso em Out 2013
Repport IHRSA- 2013

CONCEIÇÂO, Fátima; CRISTINA, Tereza; FERREIRA, Rafael Fernandes; VALÉRIA,Fátima. Tempo efetivo e estratégias usadas nas aulas de EDF escolar em escolas públicas e particulares-2007. Trabalho de monografia (Graduação Educação Física) – Universidade Estácio de Sá. Rio de Janeiro, 2007.

TEIXEIRA, Sabrina da Silva. Analise crítica do tempo efetivo de aula em Educação Física no 1º segmento do ensino Fundamental. 2004. 82f. Trabalho de monografia ( Graduação Educação Física)- Universidade Estácio de Sá. Rio de Janeiro, 2004.

GUEDES, Dartagnan Pinto; GUEDES, Joana Elisabete R. Pinto. ESFORÇOS FÍSICOS NOS PROGRAMAS DEEDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR. Revista Paulista de Educação Física, São Paulo, n. , p.33-44, Não é um mês valido! 2001. Jan\jun. Disponível em: <https://portalsaudebrasil.com/artigospsb/criadol027.pdf>. Acesso em: 16 out. 2013.

 

Rafael Fernandes é Especialista em ADM e MKT esportivo; Especialista em gestão de empresas de fitness e wellness; Ex-Gestor do Conselho Regional de Educação Física-CREF1- Unidade Barra/Recreio/JPA e Vargem Grande e Pequena; Professor de Educação Física (CREF 027635); Graduando em Processos gerenciais; Mestrando em Administração Estratégica na IBMEC; Coordenador de atividades físicas da academia  Jungle Gym Brazil – Barra/RJ  Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9268675559198932 –  Tel:(21) 982771238

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