Motivação de colaboradores: o que dizem os consultores
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Motivação de colaboradores: o que dizem os consultores

Para os especialistas, empresários erram ao considerar que pagar um bom salário é a melhor estratégia para motivar seus funcionários.

Para Almeris Armiliato, diretor da Inner Gestão de Pessoas, apesar das várias experiências bem-sucedidas das academias no sentido de manter seus colaboradores motivados, esse é ainda um trabalho que precisa ser melhorado. “Os empresários, por não terem experiência em gestão de pessoas, apostam em recursos pouco eficientes ou então desistem de fazer esse trabalho. A maioria dos proprietários acredita que pagando um bom salário terá um melhor resultado em termos de motivação das equipes. E como as academias não têm uma performance financeira desejada, as ações se perdem”, analisa Almeris.

Para Giancarlo de Oliveira, diretor-executivo da SOMAX – Gestão de Vendas, são poucas as academias que utilizam estratégias motivacionais com seus colaboradores, principalmente, por não saberem como fazê-lo, pois não têm acesso a essas informações. “Todas as áreas, sem exceção, deveriam ter suas ações motivacionais sempre objetivando a melhora da performance. Para isso, é preciso conhecer bem os colaboradores e entender como eles reagem a cada estratégia motivacional. Vale lembrar que as pessoas procuram nos seus trabalhos, de uma maneira resumida, segurança, conhecimento, reconhecimento e perspectiva de um futuro melhor, sendo que cada um responde com uma intensidade (maior ou menor)  a cada um desses itens. Basta saber qual a melhor estratégia, e como e quando utilizar para quem”, orienta Giancarlo.

Para ele, oferecer plano de carreira é uma estratégia motivacional muito interessante, uma vez que o colaborador enxerga que pode crescer na empresa e saberá o que precisa fazer para conseguir. “O conhecimento motiva muito as pessoas. Ser mentor dos seus colaboradores, orientando-os não apenas profissionalmente, mas também na vida pessoal, pode trazer um resultado eficaz”, descreve o diretor.

Almeris, da Inner, também acredita que o melhor caminho para se ter resultados consistentes na área de motivação é garantir que o profissional veja a sua realização profissional e pessoal se consolidando na empresa na qual ele trabalha. Nesse aspecto, toda corporação que der oportunidade para o colaborador desenvolver-se tecnicamente e pessoalmente, naturalmente terá sua fidelidade.

“A melhor estratégia é identificar o tipo de motivação da pessoa: necessidade de poder; necessidade de reconhecimento; necessidade de associação e necessidade de realização. Depois de feito isso, o próximo passo é trabalhar cada pessoa seguindo esse princípio”, explica Almeris.

Seleção criteriosa

Para Christian Munaier, sócio-consultor da 4GOAL – For Goal Business Solutions, é impensável ter em uma empresa que defende a prática do fitness profissionais (de vendas, administrativo etc.) que não compartilhem do interesse pelo fitness. Para se evitar isso, a melhor estratégia, segundo ele, é focar o processo seletivo, que permitirá que o selecionador recrute pessoas que gostam e praticam a atividade física em academia.

“As melhores cabeças querem estar nos melhores times. Assim, o primeiro passo para manter os funcionários motivados é criar um ambiente interno que construa a essa sensação, ou seja, uma sensação de exclusividade: ‘não quero sair dessa empresa, pois não encontrarei um ambiente de trabalho igual, com tantas oportunidades e trocas de experiências’. É papel da empresa e de seus gestores fortalecer esse conceito, estimular a busca pelo conhecimento, criar –  com a participação de todos – a missão, visão, objetivos e valores da empresa e levar os colaboradores a se comprometerem como eles. Se a empresa for comum, e os gestores não criarem um ambiente progressista na gestão das pessoas, a única forma de motivação que interessará ao colaborador será a monetária”, lembra Christian.

Giancarlo, da SOMAX – Gestão de Vendas, também concorda que uma boa contratação é fundamental para se ter colaboradores motivados. “Contratar profissionais que tenham as competências ideais para as funções do cargo em questão também deve ser uma das preocupações. Caso contrário, não existe motivação que funcione. Não adianta oferecer um superbônus para motivar um profissional, se ele não gosta de desafios ou não é orientado por metas”, frisa.
Mas o diretor alertou ainda que antes de se preocuparem em motivar suas equipes, os gestores precisam ter cuidado para também não desmotivá-las. “O que quero dizer é que o primeiro passo para motivar é cumprir o que foi combinado no ato da contratação, sem mudanças de regras no meio do caminho. Depois que esse princípio básico estiver sendo realizado, aí, sim, caberão ações para motivar ainda mais as equipes”, complementa.

Áreas mais críticas

Quanto às áreas mais críticas que necessitam de ações de motivação constantes, Almeris, da Inner GP, considera a área técnica como uma das principais nesse processo. “Muitos professores não estão acompanhando as mudanças do mercado, que possui consumidores cada vez mais exigentes, com novas expectativas e novas faixas etárias. Ainda se focam no treinamento e muito pouco no relacionamento com o cliente”, avalia.

Já Christian, da 4GOAL – For Goal Business Solutions, acredita que o maior problema na área de motivação de colaboradores nas academias é a forma como os empresários ainda enxergam seus colaboradores. “Não lhes oferecem horizontes possíveis e claros. Não lhes mostram um plano de cargos e salários, não traçam objetivos em comum acordo. Não lhes perguntam ou lhes pedem opiniões sobre as estratégias, tomando decisões sem consultá-los. Simplesmente contratam por um valor de hora/aula e estabelecem metas. Além disso, vez ou outra oferecem prêmios, sem nem mesmo lhes perguntar como gostariam de serem premiados”, lamenta.

Almeris, da Inner GP, também cita a falta de modelos de avaliação e feedback consistentes como uma dos principais dificuldades na implementação de estratégias motivacionais. “Com isso, a maioria das academias não consegue desenvolver algo organizado, consistente e eficiente”, resume Almeris.

Equipes alinhadas

Na visão de Guilherme C. Sokolowski, professor da Metas Sport, é muito importante também que os funcionários da equipe “falem a mesma língua” em todos os aspectos. “A convivência e educação fazem parte do processo para se criar um ambiente harmonioso e agradável. É importante também depois de selecionar uma boa equipe, treiná-la e motivá-la. Não adianta motivar sem treinamento porque cada um vai para um lado.

Também não funciona treinar e não motivar porque chega um momento que a estagnação é inevitável. Criar um programa de carreira, fornecer treinamentos utilizando os próprios professores mais experientes, criar um programa de incentivo com descontos em cinema, passagens aéreas ou restaurantes, por exemplo, são algumas das ações que podem ser realizadas com baixo investimento, mas que geram resultados positivos”, sugere.

Na opinião de Guilherme, liderança tem um papel fundamental na motivação dos colaboradores. “O verdadeiro líder precisa criar um ambiente de desafio na empresa e não de competição. Isso é importante para que ocorra uma troca de informações e experiências entre os grupos, incentivando e delegando responsabilidades aos funcionários e deixando que eles participem das decisões juntamente com a liderança”, acrescenta.

Além disso, para ele, ações motivacionais devem ser implementadas em todas as áreas da academia. “A equipe de vendas, por exemplo, é a responsável por fazer uma boa apresentação da academia e vender os serviços. Mas a partir do momento em que o cliente está dentro da academia, os professores e os demais funcionários em geral também são responsáveis e podem ajudar a fazer esse aluno frequentar o local e renovar seu plano”, comenta.

Giancarlo, da SOMAX – Gestão de Vendas, também lembrou que para o sucesso das estratégias motivacionais, cada vez mais os profissionais de gestão terão de  aumentar os seus conhecimentos sobre pessoas e comportamentos. “Não existe uma única estratégia para motivar alguém. São várias as opções a serem utilizadas, e caberá ao gestor conhecer sua equipe e cada um dos seus colaboradores para definir quais ações motivacionais ele deverá utilizar para conseguir o melhor das pessoas”, conclui o diretor.

Por Madalena de Almeida – Jornalismo Gestão Fitness

 

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