As Academias de Baixo Custo e o seu efeito no meio ambiente do trabalho
As Academias de Baixo Custo e o seu efeito no meio ambiente do trabalho
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As Academias de Baixo Custo e o seu efeito no meio ambiente do trabalho

Elas chegaram e não adianta chorar, vieram pra ficar: as academias de baixo custo, que conseguem praticar preços mais baixos através de uma outra proposta de atendimento. Há quem prefira dizer que seria uma proposta onde se ignora por completo o atendimento, mas na verdade, não é isso o que ocorre.

É bastante provável que a “mágica” dessa operação resida no baixo custo com mão de obra, e aí sim, temos realmente um dos efeitos nefastos da tão propagada globalização e da nova economia, e isso poderia aparecer como fator que causa impacto no meio ambiente do trabalho, no caso, de professores de educação física. Pode-se alegar que haveria uma redução drástica de postos de trabalho e uma mudança de mentalidade no setor, prevendo que ele caminhe para isso.

Ainda é muito cedo para qualquer tipo de conclusão, mas aparentemente, não é cedo para a gritaria panfletária surgir, e se as coisas caminharem para isso, mais uma vez poderemos testemunhar a perda de uma excelente oportunidade para se aprofundar num debate que deveria acontecer em alto nível. Por exemplo: será que as academias de baixo custo, exatamente por praticarem um preço mais baixo, não receberão pessoas que não praticam atividade física? Ou ainda, uma outra situação: se as pessoas estão optando por algo cujo preço é menor, porém o serviço praticamente inexiste, não seria o caso de avaliar a qualidade do seu próprio serviço ao invés de demonizar o concorrente e seus métodos?

Um cenário possível, resultante de um exercício de imaginação, é uma polarização de modelos, onde temos de um lado, uma academia que trata o seu aluno quase ao nível da bajulação, cobrando um preço mais caro (ou condizente com esse tratamento diferenciado, se preferir), e as academias onde a pessoa entra sabendo que não terá atendimento quase nenhum, porém, mediante uma vantagem financeira significativa. Ou seja, o “morno”, que não é uma coisa nem outra, ou ainda, em português claro, que apresenta um atendimento ao cliente “meia boca”, tende a desaparecer, mas será que isso é realmente ruim?

Ruim, para mim, é a sensação que muitas vezes ocorre quando um aluno se matricula numa academia com a expectativa de ser atendido por um professor sempre que necessário e isso não acontece na realidade, porém, o preço repassado ao cliente contempla esse serviço. E em muitos casos, o proprietário da academia espera que esse serviço esteja sendo prestado, até porque ele efetivamente paga alguém para fazer isso, e se não ocorre, algo precisa ser imediatamente ajustado.

Portanto, se existe alguém que deve ter muito medo desse futuro é o profissional de educação física relapso, completamente desconectado com as necessidades do cliente, um tipinho exótico que ainda vive nos tempos da bandana, da pochete e da camiseta regata, cuja única preocupação é guardar dinheiro para comprar o abadá no carnaval de Salvador e fazer mais uma tatuagem bizarra. Como já foi dito em uma campanha publicitária famosa, está na hora de alguém rever seus conceitos, ou se preparar para a extinção, tal como os dinossauros…

 

Randall Neto é Advogado e Consultor Jurídico da 4Goal Business e Solutions e Docente do Módulo Jurídico da FMS. randall@4goal.com.br

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1 Comentários desativados em As Academias de Baixo Custo e o seu efeito no meio ambiente do trabalho 2784 01 fevereiro, 2013 Coaching e Carreira, Gestão de Academias, Randall Neto fevereiro 1, 2013

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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