“FITqueta”
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“FITqueta”

 

O segmento de “centros de fitness” são relativamente novos no mercado quando comparados com hotelaria, revenda de automóveis e supermercados, em que pese este dado, algumas normas de etiqueta precisam ser incorporadas ao seu dia a dia, principalmente pelo fato das pessoas se relacionarem diariamente ou mais de uma vez por semana e por longa data com os colaboradores do negócio. Vale lembrar, que um cliente fidelizado acaba por incorporar a mensalidade da academia às despesas fixas do seu orçamento.

É comum a todos os segmentos de negócio regras de boas maneiras. A diferença fundamental, reside no o nível de relacionamento na área de fitness ser superior aos demais. Laços de amizade são estabelecidos entre alunos que por vezes freqüentam o mesmo espaço e por que não dizer os mesmos equipamentos revezando um com o outro o que acaba por gerar aproximação e identificação de afinidades. Nestes ambientes são cultivados corpos mais saudáveis, mais vigorosos, mais disposição e também, relacionamentos de amizade, afetivos e de negócios.

O que alguns profissionais e até mesmo alunos parecem disponibilizar pouca atenção é para o fato de que mesmo professores que trabalham por anos nestes estabelecimentos e alunos completamente aclimatados com toda a cultura vivida nas academias, novos alunos se matriculam diariamente. Alguns transferidos de outras academias, outros, iniciantes e desconhecedores do linguajar, vestimentas e código de conduta e como acontece com imigrantes e turistas em uma nova cultura, aos poucos acostumam e se adéquam.

Acontece que dentro destes estabelecimentos onde relacionamentos de amizade acontecem diariamente, namoros e até casamentos começaram e também terminam, novos negócios foram e ainda serão feitos, praticamente inexistem treinamentos e padrões com alguma robustez para serem seguidos e cultivados entre os que trabalham e lidam diariamente com os alunos que também são clientes.

Infelizmente, é habitual ouvir nas salas de ginástica os professores falarem entre si sobre a pouca carga que o outro está usando em determinado exercício, chegando mesmo a tirar sarro do outro com frases chavão do tipo, está fazendo fisioterapia, ou coisas do gênero. Comentários inapropriados sem levar em conta por exemplo que os novos alunos ou mesmo antigos podem ser ouvintes daquela conversa e se sentirem desconfortáveis por não terem alcançado condicionamento para nem metade da carga mencionada. Isso para não falar quando o lado bicho fala mais alto e até mesmo observações sobre alunas com boa performance física são alvo de qualificativos.

Dos líderes ao faxineiro, respeitar e ter etiqueta (FITqueta) no tratamento com os alunos/clientes requer treinamento e contempla em si um diferencial ainda muito raro neste seguimento. Apenas com encontros constantes e sistematizados sobre educação e boas condutas podem fazer do atendimento um diferencial competitivo.

Guilherme Moscardi é consultor de Gestão de Pessoas, pesquisador do
GEPAE-USP, coautor do livro “Ser Mais Saudável e Melhorar Seu Bem Estar”
e Sócio da Esistere.
guilherme@esistere.com.br
www.esistere.com.br

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0 Comentários desativados em “FITqueta” 425 05 outubro, 2014 Gestão de Academias, Guilherme Moscardi outubro 5, 2014

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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