O papel do colaborador e da empresa
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O papel do colaborador e da empresa

Dentro da Educação Física, utilizamos o termo “periodização” para traçarmos metas junto aos nossos alunos e assim alcançarmos os objetivos desejados. E porque não fazemos isso com nossas carreiras? Porque não pensamos dessa mesma forma estratégica sobre nossas carreiras?

Planejamento e gestão de carreira… Esse é um tema muito atual e que atinge a todos nós que estamos no mercado de trabalho (e atingirá os que estão para se aventurar nesse grande universo).

Se pararmos para olhar a carreira do ponto de vista do indivíduo, vamos perceber que existem muitas coisas que a compõe, mas que o ponto de partida é sempre o “eu”. Quem sou? O que realmente quero? O que gosto de fazer? Se pretendemos chegar a algum lugar, antes de qualquer coisa, é fundamental se conhecer. Ainda relacionado ao “eu”, é preciso que nosso potencial seja avaliado. Ou seja, forças e fraquezas precisam se tornar conhecidas e só assim é possível tomar a melhor decisão, o que nos poupará de frustrações e decepções.

Mas o que devemos pontuar na avaliação de nosso potencial?

Valores. Valores são coisas nas quais se acredita, aqui que se preza. Nem sempre são conscientes, mas sempre estarão em nossas mentes, comandando nossas ações.

Vontades. O que gosto? O que me faz feliz? De certo, nem sempre fazemos nossas vontades e não há mal nenhum nisso, se tal atitude for consciente e fizer parte do planejamento. O problema está em sempre anular vontades em detrimento de outras coisas – aí sim problemas aparecerão.

Conhecimento. Qual é a minha bagagem atual? Quais são minhas principais fontes de busca de informações? O que ainda falta para aprender para me aproximar de meu objetivo? Por exemplo, se hoje sou professora de musculação e desejo virar gerente da academia, tenho competências técnicas para o cargo e vou buscar desenvolver ao longo de um período competências e habilidades administrativas e gerencias.

Talento. Temos talentos latentes e que sempre são percebidos com facilidades. Outros são mais ocultos e fazem parte de nossa personalidade. Existem diversas formas de identificar esses talentos (leituras, testes disponíveis na internet, terapia, etc.) e é importantíssimo que sejam descobertos e sempre que possível, colocados em prática dentro das atividades profissionais. Quando aplicados, nossos talentos nos levam à excelência.

Poderíamos relacionar tantas outras coisas que devem ser consideradas para uma auto-avaliação, mas o que foi colocado já nos ajudará a iniciar o plano de carreira.

O mundo está muito diferente hoje. Como disse o filósofo Heráclito, o homem não passa duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez será um novo homem e um novo rio. Quer dizer: tudo está em constante transformação, inclusive o mercado de trabalho. O que antes era exigido para se ser bom, hoje provavelmente não seja o suficiente. A mudança é extremamente importante e necessária e precisa acontecer de forma sistemática e constante.

Considerando o lado empresarial, empresas que possuem um plano de carreira bem estruturado tornam-se mais competitivas porque isso é percebido pelos profissionais como um diferencial, como grandes possibilidades de ascenção.

No entanto, as empresas precisam observar a importância de atrair, desenvolver e reter os talentos. Isso não é tão simples porque esses novos profissionais querem ter uma carreira e desenvolvimento rápidos e precisam sentir serão reconhecidos e valorizados ali onde estão depositando toda sua energia e empenho.

Ou seja, o plano de carreira deve ser claro. Como uma escala numérica: agora sou 1, o que preciso para ser 2? Em quanto tempo isso pode acontecer? Qual o degrau mais alto dentro dessa função/atividade? Quais habilidades e talentos necessito reunir para atingir o ápice? Em quanto tempo isso pode acontecer?

É preciso estimular os talentos e reconhecê-los. Do contrário, grandes empresas vão continuar a ter grande rotatividade de profissionais, já que estes vão buscar sua realização em outros lugares, e possivelmente, nos concorrentes.

Assim, percebemos que a gestão de carreira é um caminho que deve ser percorrido com paciência pelo colaborador e a empresa, de forma alinhada.

A empresa precisa saber o que você quer e o que você espera dela, então converse com seu gestor sempre que possível sobre suas atividades atuais e seus planos futuros.

E lembre-se: nada de pressa…. uma carreira leva tempo para ser consolidada.

 

Ana Andrade é Personal Trainer, MBA em Gestão Estratégica de Negócios, Gestão de Clientes da Bio Ritmo e ministra cursos sobre Avaliação de Composição Corporal e Gestão do Produto Personal. anaandrade.profa@gmail.com

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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