Para onde caminha o mercado de academias?
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Para onde caminha o mercado de academias?

 

 

Atualmente o mercado de academias é um dos poucos que não foi sensivelmente abalado pela “crise econômica” vivida no Brasil. Tem crescido ano após ano, fruto da percepção das pessoas quanto a necessidade de manterem bem-estar e qualidade de vida, que gerou, inclusive, o surgimento de novos espaços como “Cross Fit”, Treinamento Funcional e Treinamentos ao ar livre (ex: Mahamudra).

É um mercado considerado recente, com início de exploração de forma mais efetiva há não mais de 20 anos, e por isso ainda carente de maiores dados e consultores especializados. Grandes grupos de investimento dominam o mercado e agem nas duas pontas: as academias de baixo custo (“low cost”) e os clubes (“high cost”).

As academias de baixo custo são montadas, estrategicamente, em regiões de alta densidade demográfica, pois possuem como premissa ter alta rotatividade, tendo em vista possuírem baixo ticket médio, girando em torno de R$69,90. São dotadas de equipamentos modernos, bela arquitetura e climatizadas. Muito apertadas nos horários de pico, visam, em geral, público classe C e D, além de não possuírem modalidades como spinning, dança e lutas.

Diferentemente das academias comuns, elas se propõem a alugar equipamentos e não se preocupam em manter profissionais para orientar os “inquilinos” sobre os melhores exercícios ou o que ele fará para atingir os resultados que deseja. Folha salarial, sabidamente, é um dos maiores gastos das empresas, e nesse formato de academia os custos são rigorosamente controlados.

De outro lado existem os clubes, com alto ticket médio e geralmente montadas em regiões de público classe A e B. A proposta dos clubes é ser muito mais que uma simples academia com aparelhos para musculação. É oferecer ao associado (aluno) todas as condições para que ele possa desenvolver o seu melhor. São dotadas de sala de dança, sala de lutas, piscina, bike indoor, espaços privativos para personal trainner, quadra de squash etc. Nesse formato as pessoas são mais exigentes quanto a atendimento e qualidade da prestação de serviço em geral, bem como visam status e relacionamentos.

Entre esses dois modelos ser situam a grande maioria das academias, em especial as de bairro, que viram uma rápida expansão das grandes marcas e agora se deparam com a dificuldade de sobreviver em um ambiente tão hostil e, em algumas regiões, saturado.

A tendência, como já exposto, é que o mercado continue a crescer, com pesados investimentos de grupos fortes, seja através de aquisições de academias que já operam e que estão pressionadas por resultados apertados; seja através de novas unidades construídas mediante capital subsidiado por agências como Banco do Nordeste etc.

As academias que estão na “zona intermediária” precisam agir rapidamente para que não quebrem ou acabem engolidas pelas grandes redes que chegaram com tudo e pretendem expansão e ganho em escala. Para isso é importante saber os seus diferenciais, o que a sua academia está entregando de serviço, ouvir e fidelizar os clientes já existentes, reduzir os gastos olhando para dentro, investir em treinamento para qualificação da equipe e estar presente no dia a dia. Costumo dizer que o ramo fitness é dinâmico e pulsante, com mudanças repentinas. É preciso estar atento e se adaptar a elas.

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/empreendedorismo/para-onde-caminha-o-mercado-de-academias/104291/

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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