Academias de ginástica têm 1,6 mil profissionais irregulares em Goiás
Academias de ginástica têm 1,6 mil profissionais irregulares em Goiás
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Academias de ginástica têm 1,6 mil profissionais irregulares em Goiás

 

Professores de educação física sem bacharelado não podem atuar no local. Norma é questionada por profissionais, que se dizem aptos para o trabalho.

O Conselho Regional de Educação Física em Goiás (Cref-GO) estima que 1,6 mil professores de educação física registrados no órgão sejam formados na opção licenciatura e trabalhem de forma irregular em academias de ginástica. O número representa cerca de 20% do total de profissionais cadastrados pelo Cref.

Eles são considerados irregulares porque, em 2002, o Conselho Nacional de Educação dividiu os cursos da área em bacharelado ou licenciatura. O profissional que opta por ser bacharel pode trabalhar em academias de ginástica ou como personal trainner, por exemplo. Já a licenciatura habilita para o trabalho em unidades de ensino.

A partir desta decisão, os profissionais formados em licenciatura entraram na Justiça para ter o direito de trabalhar também em academias, porém, após muita discussão, o pedido foi negado no ano passado. Para o Conselho Regional, a decisão é importante, mas deve trazer transtornos para o mercado de trabalho.

“O profissional vai ficar sem um posto de trabalho e as academias vão ficar sem poder prestar serviços”, afirma o presidente do Cref-GO, Rubens dos Santos Silva. A preocupação é a mesma de Douglas Carvalho. Formado na opção licenciatura, ele é dono de uma academia e já foi notificado por empregar sete profissionais irregulares no local.

“Tem cinco anos que eu estou dentro do ambiente de musculação. Isso é uma coisa preocupante, eu só sei fazer isso, é uma profissão que eu amo. E aí vou ter que mandar todos os professores embora? Justo eu também não vou poder trabalhar? Eu não me sinto incapaz de trabalhar com musculação ou dentro de um clube. Então, isso é uma coisa que deixa a gente muito constrangido”, afirma o profissional.

A professora de educação física Denise Ribeiro, que trabalha em escolas, explica que existem “formas diferentes de se atuar na educação física”. “A iniciativa da escola é fazer com que se forme cidadão, incentivo à socialização, interação, respeito e é diferente da gente tentar aqui na escola um espaço para formação de atletas ou um treinamento, que a gente não vai conseguir atingir”, opina.

Segundo o presidente do conselho, os profissionais irregulares deverão ter a situação avaliada na Justiça. “As pessoas em academias devem esperar o Conselho chegar, fazer sua notificação e fazer a sua defesa, explicar o porquê e como vai providenciar para solucionar o problema. Com tudo isso em mãos, o Conselho vai encaminhar à Justiça para que ela possa tomar a melhor decisão”, afirma.

 

Fonte: http://g1.globo.com/goias/noticia/2015/02/academias-de-ginastica-tem-16-mil-profissionais-irregulares-em-goias.html

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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