Lições do Judô para a gestão de uma academia
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Lições do Judô para a gestão de uma academia

 

Todos já sabemos que a cultura oriental apresenta maravilhosas ideias e modelos de gestão e produção, como por exemplo, a história da grandiosa Toyota, na época de Taiichi Ohno, que apresentou ao mundo sistemas como o Just In time, Kanban e Lean, sempre voltados a uma melhora da eficiência e produtividade em chão de fábrica. Também de conhecida origem oriental, temos as lutas, como por exemplo, o Karatê, Jiu Jitsu e o Judô.

Pois bem, o que nós não sabemos é que, analisando a fundo os princípios e valores destas artes orientais, podemos estabelecer grande vínculo entre essas lutas e uma contínua busca pelo desenvolvimento da gestão de nossa academia, tirando lições e as adaptando ao mundo empresarial moderno.

Analisando o Judô em sua história, temos alguns princípios que se assemelham a ideais utilizados em grandes empresas do mundo, e que adaptando-as, podem se tornar excelentes estratégias para uma ótima gestão de nossa academia.

Por exemplo, no judô trabalhamos com o princípio do Seiryoku Zen Yo, que em tradução significa uma busca pela ótima utilização da energia – máxima eficiência em mínimo esforço. É um princípio ensinado aos alunos de judô que remete a necessidade de projetar o adversário buscando utilizar o mínimo de força possível, tendo em vista a necessidade de reter energia para as lutas posteriores. Adaptando este princípio a gestão de uma empresa, existem duas formas de aumentar a produtividade do negócio: dentro da equação da produtividade, ou aumentamos nossa eficácia (nossas metas – vendas) ou melhoramos nossa eficiência (diminuímos custos e gastos gerais). Ser uma empresa que faz mais, utilizando menos recursos é uma maneira sólida de se competir no mercado, e deveria ser a busca eterna de todo gestor, sempre aumentar suas vendas e concomitantemente diminuir seus custos (principalmente os fixos). O controle de gastos supérfluos pode ser observado, por exemplo, na cultura da mundial AB-Inbev. Em uma academia, esses gastos podem ser diminuídos com pequenas alterações em diversos pontos, acarretando ao todo, no fim, um grande alívio de caixa, como por exemplo, com compras de mercado, bonificações mal planejadas, terceirizando serviços, renegociando prazos com fornecedores e corrigindo regime tributário, por exemplo.

Outro princípio que trabalhamos é o Ju Yoku go wo seisu, o conhecido ‘’ceder para vencer’’, onde o mestre Jigoro Kano afirmava que o excelente judoca é aquele que utiliza-se da força do adversário para superá-lo. Isso pode nos remeter a uma forma de enxergar e encarar mudanças (como por exemplo a crise que nos afeta nessa atual conjuntura), utilizando-a de uma forma flexível para encarar as realidades de uma forma sincera e planejar alterações de rota. Quanto antes verificarmos a necessidade de alguma mudança em nossa academia, e logo agirmos em cima, menos teremos problemas em nossos resultados. Um exemplo simples são os problemas de venda, onde o dono tomando ciência da queda nos números deve de prontidão tomar uma ação (investir em marketing? Capacitar suas consultoras? Contratar uma consultoria?) corretiva, antes que seja tarde demais.

Por fim, um dos princípios mais importantes do Judô e que nos consideramos também de mais importante em uma empresa é o princípio da Disciplina. Uma empresa capaz de seguir de forma disciplinada e sequencial boas práticas e métodos de trabalho, sempre se encontra a frente da concorrência. Por exemplo, podemos citar a disciplina de seguir o modelo estabelecido de atendimento ao cliente, onde criado em conjunto com a equipe técnica, visa otimizar a retenção de nossa academia, criando sempre momentos de encantamento deste durante seu período em sala.
Acreditamos que temos ainda muito mais a aprender com a cultura oriental, mas levando alguns destes poucos e simples valores e adaptando-os a gestão de nossa academia, podemos aliviar nosso caixa, trazer maior rentabilidade e satisfazer ainda mais nossos clientes.

 

Douglas Ogawa é Consultor de Gestão Fitness, Fundador e Diretor da Douglas Ogawa Business Esportivo. Graduado em Educação Física (UEM) com Especialização em Administração de Empresas pela FGV e com MBA em Gestão de Pessoas pela UNOPAR. Palestrante, treina e capacita profissionais da área da Educação Física. É ainda Gestor de Academia no Paraná e Coach pelo IBC. 

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1 Comentários desativados em Lições do Judô para a gestão de uma academia 874 29 fevereiro, 2016 Douglas Ogawa, Gestão de Academias fevereiro 29, 2016

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Thais Almeida é diretora e curadora de conteúdo deste portal.

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